terça-feira, 1 de junho de 2010

20h18

Atravesso a Praça Sete. Na Rua Tupinambás, o passeio tem símbolos nazistas, na altura do Café Palhares. As pessoas não ligam. Estão muito ocupadas para prestar a atenção nisso. Têm q pegar o ônibus. Eu? Eu preciso arranjar a grana do Rui. A racionalidade através do corpo é tão cara. R$ 20 reais por vivência e se for sua primeira sessão, a segunda será R$ 15. Eu nunca pensei a racionalidade através do corpo. O corpo como Deus, o corpo como Bíblia. Ando tão desconfiada pra fazer parte do que quer que seja. Mas gostei da casa, da Kátia, da Ana, do Lucas, do André, das buscas deles. Gostei da horta, do fogão a lenha, dos tipos punks que moram lá, tão doces, alguns ariscos. Gostei até da fossa. Gostei da conversa com o menino de nome bíblico que não lembro. Ele picava cebolas na cozinha e conversava comigo sobre a pedagogia Waldorf. A cozinha possuia uma grande abertura que dava para sala, onde eu estava com a Kátia e o Israel. Ele pretende voltar a estudar pedagogia, por enquanto quer curtir a vida loca. De onde eu estava, o ácido da cebola me fazia chorar. Ele me disse q só enxerga de um olho, por isso 50% a mais de tolerância pra ele.

4 comentários:

Leonardo Xavier disse...

Raquel, realmente parece ser um ambiente bem multi-cultural esse que você descreve. Fiquei curioso quanto a essa Racionalização pelo Corpo.

RUi disse...

o menino de nome bíblico é Daniel...

Tô germinando disse...

nuh doidimais, pude ver muitas imagens...

Caiocito disse...

os hippies da bicicleta. é um nome bem Tela Quente. mas a moçada tá em outro plano. eles nao estão ali no suzana, numa casa velha. Fisicamente é aquilo, mas outra vibe.

blessed Be