terça-feira, 18 de maio de 2010

fragmento

um soco
sabor metálico na boca
o suco escorre
e a dança derrama
cabelos na testa
vai-se a bolsa

o mar de suor
pelo esforço
pelo pano
pelo plástico
e pelo papel
obriga: fixa os olhos nas nuvens
no ritmo do vento
põe a mão no ferimento
separa os cabelos em duas mechas
veja a paisagem
a tonalidade azul do céu

foi-se a bolsa vazia
do que lhe é mais precioso
tanto que desafia
_Venha rapaz
tente
pegue a minha cumplicidade com o silêncio
deixe os farrapos.

7 comentários:

Rafael Sandim disse...

Tenso.

Ariadne Lima disse...

Lindo, neguinha. Como tudo o que você escreve. Um beijo!

Fred Matos disse...

Muito bom, Raquel.
Beijos

Leonardo Xavier disse...

Eu espero que você não desista desse aqui por que ele está muito legal.

um abraço

Nilmar Barcelos disse...

Intenso.

O Garcia do Outeiro disse...

Bom poema, gostei de como se vam esparegendo as palavras com agilidade ao longo dos versos e o contraste da agilidade inicial com um meio mais demorado para volver finalmente a umha emotiva concentraçom. Abraço desde a Galiza.

O Garcia do Outeiro disse...

P.D.: temos um blogue colectivo onde subimos poemas de gente da Galiza e do Brasil convido-te formar parte del. Umha aperta