domingo, 18 de outubro de 2009


Marina chegou à conclusão de que o corpo é mesmo necessário, não só porque suporta roupas e bolsas. Por isso, fez uma cópia do próprio corpo em bronze, padrão tradicional, com todos os detalhes em milímetros, no mesmo quadrante terrestre, o que a deixou menos preocupada com este velho mundo: _"A estátua fica lá e as pessoas enchem ela, não a mim."

Decorre que Marina arranjou um esconderijo, já que a estátua lhe rende no trabalho e na facul. Um terreno de grande área – tenho problemas em medir as coisas – que permite a marcha de um batalhão ou a cavalgada da Pinha Preta.

Seu objetivo é permanecer lá no curso de alguns milhões de anos, com seus estudos sobre a rotação da Terra, em torno do seu eixo, e sobre sua revolução em torno do sol – poucas pessoas estão empenhadas neste estudo, porque a mudança é tênue ainda. Pra ela a diferença é grande, especialmente porque descobriu que a aplicacação de alguns cálculos matemáticos à translação resulta numa variável auxiliar para a obtenção de outros resultados – sobre as atuais mudanças.

Como pensou no montante de tempo que teria, comprou um relógio, de preço exorbitante. Em qualquer caso, realizará experiências seculares com ele. Os resultados ainda são puramente estéticos, já que não mantêm o próprio tempo ou a unidade de tempo no seu bolso.

Marina entende que a rotação da Terra em torno de sua linha vertical e os equinócios são muito diferentes agora (nada mais é como era há alguns meses, ou no passado). Por essas razões, o encaixe da espingarda... por essas razões ela adquiriu também um cronômetro, cujo o período de vibração permanecerá o mesmo durante milhões de anos, com erro inferior a 1:1.000.000.000.000.

2 comentários:

Nilmar Barcelos disse...

Crhonus devora, hein? Tic-nhac, tic-nhac... Tipo Pacman.

Claudia disse...

Está parecendo o meu professor de Geografia Geral, HAHA